Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Para o médico e teólogo Albert Schweitzer, não devemos contentar-nos em falar do amor para com o próximo, mas praticá-lo. Nesse sentido, a doação de sangue além de ser um ato de solidariedade, se praticado de bom grado se torna também um ato de amor. Entretanto no Brasil ainda há a falta de doadores, isso se evidencia não só pelo preconceito que existe sobre a doação de sangue, mas também, pelas normas e proibições impostas aos doadores.
É primordial ressaltar que o preconceito existente por parte do brasileiro é causado principalmente pela doação de sangue no Brasil ainda ser cercada de medos. Entre os fatores que mais influenciam a falta de doadores, está o receio de doar por temerem contrair alguma doença infecciosa durante a coleta.
Deve-se abordar, ainda, que ainda hoje no Brasil homossexuais só podem doar se passarem um ano sem ter relações sexuais com outro homem, a restrição representa um desfalque considerável nos estoques de sangue.
Além disso até 2004, homens que fazem sexo com homens (HSH) eram proibidos de doar sangue, o que atualmente não deixa de que ocorrer já que impondo a restrição sobre os gays se cria de alguma forma um tipo de probibição que trás consequências para o banco de sangue sendo que se levarmos em consideração que cada homem pode doar até quatro vezes em um ano, com a restrição dessa parcela da população, são desperdiçados 18,9 milhões de litros de sangue por ano.
Fica claro, dessa forma, que os obstáculos da nação brasileira é o número pequeno de doadores. Faz-se necessário que tenha a conscientização da população para o aumento da doação de sangue no Brasil, e também uma avaliação em algumas das restrições impostas. É função das escolas e do estado criar meios de campanhas públicas para garantir que as pessoas entendam a necessidade e se disponham a doar sangue regularmente.