Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/08/2018
O Brasil é conhecido internacionalmente como um país culturalmente acolhedor, prestativo e, primordialmente, solidário. Entretanto, proveniente do individualismo contemporâneo, e oriundo da carência de informação acerca da doação sanguínea, têm-se um baixo número de doadores voluntários. É indubitável que a doação de sangue gera benefícios, os quais não se limitam somente ao paciente, que o necessita do sangue em virtude de algum procedimento hospitalar, mas também para os indivíduos que ao doar, exercem a cidadania plena.
Em primeiro plano, é inegável a significante parte da população que necessitam de doação sanguínea. Dessa forma, a importância da doação é consolidada, porquanto por meio de uma doação de pode salvar até quatro vidas – segundo estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde). Nota-se que doar sangue é um ato de benevolência, tal ação tem se tornado cada vez mais escassa na sociedade, comprovando que as relações interpessoais do século XXI são superficiais, pautadas no egoísmo, assim como assegura o sociólogo Bauman, na obra Modernidade Líquida. Sendo assim, são poucos os brasileiros que doam voluntariamente sangue, visto a mentalidade vigente.
Em segundo plano, a ausência de informação é um obstáculo pertinente para a doação sanguínea. Apesar das tentativas feitas pelo Governo Federal, como a instituição do dia nacional do doador, vê-se a necessidade de medidas esclarecedoras, que alcancem a população democraticamente, pois muitos indivíduos acreditam em mitos populares, e com isso persiste, exemplificando, o medo da contaminação por algum tipo de doença contagiosa. Sendo assim, é explicado o irrisório números de doares voluntários, de acordo com dados do Ministério da Saúde apenas 1,6 % da população brasileira é doadora.
Portanto, diante do argumentos supracitados, faz-se improrrogável que o Estado e a Sociedade trabalhem juntos, afim de minimizar os obstáculos para a doação sanguínea no Brasil. Dessa maneira, urge o Poder Municipal, por meio do Ministério da Comunicação, ampliar as campanhas de esclarecimento, principalmente, nas mídias digitais, cuja função é promover a consciência cidadã, incentivando a doação de sangue. Outrossim, é impreterível que o Estado ,aliado ao Ministério da Educação, institua no currículo escolar aulas e atividades pedagógicas, que sejam capazes de desenvolver no aluno noções de convivência em sociedade, de modo que seja viável amenizar o individualismo.