Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
A República Federativa do Brasil, reestruturada em 1986, constitui-se em Estado Democrático de Direito, e tem como efeito a promoção do bem de todos. Entretanto, tal prerrogativa legal não tem se concretizado com ênfase no país, haja vista que os obstáculos para a doação de sangue no Brasil se encontram de forma deturpada, dificultando essa melhora do bem social. Esse quadro de empecilhos para a doação de sangue é fruto, principalmente, de um sistema governamental falho e uma sociedade civil negligenciadora.
Primordialmente é válido ressaltar que os aspectos constitucionais e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos do Poder Executivo na estruturação de hospitais - como o investimento em homocentros, que deem uma maior acessibilidade à pessoas que desejam conceder doações de sangue, mas que, por negligência dessa administração pública, o acesso dos pacientes a esse benefício é deficitário, como mostra os dados da Organização Mundial da Saúde, em que apenas 1,8% da população brasileira é doadora de sangue. Nesse viés, tal conduta governamental configura-se com o uma violação do “contrato social”, como afirmou o filósofo Jhon Lock, já que o Estado é ineficaz em seu ofício para a manutenção do bem estar da sociedade.
Ademais, consoante a lei Newtoniana da Inércia, um corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força atue sobre ele. Nessa perspectiva, até que se explicite a população acerca da importância de discutir-se sobre os impasses que dificultam à doação de sangue nos mais diversos âmbitos sociais, e não torná-la omissa, a questão permanecerá inerte. Nessa lógica, é necessário que medidas sejam realizadas ao referido público pelos agentes adequados, a partir da resolução de entraves políticos e sociais veiculados a à eles.
Portanto, devem ser feitos procedimentos eficazes que harmonizem uma variedade de intervenções que proporcionem o aumento da doação de sangue no Brasil. Desse modo, é preciso que o Estado brasileiro promova investimentos em subsídios na ampliação reestruturação de hospitais com áreas específicas para que qualquer cidadão tenha acesso a doação de sangue. Além do mais, a Escola, enquanto instituição formadora de opinião, desenvolva feiras e debates destinada ao público jovem de alunos para que eles sejam incentivados a desenvolver o hábito de doar sangue. Assim, coma ação conjunta entre entre Poder Público e sociedade, o Estado Democrático será efetivado com vigor e a inércia exposta sairá do seu repouso.