Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

John Locke - pai do liberalismo político - defende que o contrato social estabelece obrigações ao Estado e ao povo. Portanto, os obstáculos que o Brasil vem enfrentando em relação a doação de sangue pressupõem uma falha no contrato social. Nessa conjuntura, deve-se analisar como a falta de solidariedade da sociedade e a ineficiência das campanhas de doação influenciam o problema vigente.

Sob um primeiro enfoque, o egoísmo dos indivíduos diante do problema é passível de discussão. Segundo o escritor Franz Kafka, - um dos mais influente do século XX - a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Logo, é perceptível que esse conceito não se aplica em nossa sociedade atual, uma vez que, a falta de empatia das pessoas prevalecem majoritariamente no país. Dessa forma, a falta de solidariedade das pessoas contraria os pensamentos de Franz Kafka.

Além da falta de solidariedade das pessoas, a ineficácia das campanhas de doação de sangue é um dos pilares para o problema. Isso ocorre, porque as propagandas divulgadas pelo governo brasileiro não possuem um potencial persuasivo. Na embalagem dos cigarros, por exemplo, mesmo o governo colocando imagens alertando sobre os riscos a saúde, a população ainda continua consumindo. Todavia, enquanto o governo não for efetivo nas campanhas de doação, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problema para a Nação: a doação de sangue no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que sociedade e instituições públicas cooperem para resolver o problema abordado. Cabe as pessoas, por meio das redes sociais, promover uma mobilização coletiva, que deva contar com diversas camadas sociais, com intuito de diminuir o pensamento egoísta dos brasileiros. Ao Governo Federal, cabe também, aumentar os investimentos nas propagandas, com o objetivo de ser mais efetivo em sua disseminação. Assim, não haverá falhas no contrato social de John Locke.