Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Como já mencionava Jonathan Manm “a solidariedade é a pedra fundamental de uma nova era na saúde pública”, destarte, a política de doação de sangue no Brasil é imprescindível para a manutenção do bem-estar social. Entretanto, mesmo com campanhas sazonais difundidas, o país enfrenta um grande déficit relativo ao seu número de doadores, sendo a discriminação sexual e a desinformação alguns dos principais vetores  à esse desfalque.

A falta de discussões sensíveis ao tema corrobora para o ignorância popular ao que se diz respeito da importância do sangue doado. Contrapontos como a criação de mitos e “fakenews” preenchem as lacunas deixadas pela ausência da informação, aumentando a resistência dos cidadães às campanhas, eventos os quais já apresentam deficiência quanto sua frequência. Comparado com as taxas ideais de 3 a 5% prescritas pela ONU, o Brasil em 2014 obteve apenas 1,8% de doadores, o que deixa os postos de pronto socorro em crise em períodos de alto índices de acidente ou em locais com altas taxas de violência.

De acordo com Direot " a ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito", podemos constatar essa ideia no número alarmante de casos de doações barradas devido a orientação sexual do doador, a qual é levada em consideração nas avaliações. Um problema com raízes na falta de conhecimento e de caráter discriminatório, o qual afeta questões de saúde pública. De acordo com o IBGE, cerca de 18.9 milhões de litros de sangue são desperdiçados por ano sobre a égide do preconceito.

Fica evidente, por tanto, que diante de todas as entraves se fazem fundamentais estratégias de conscientização mais criteriosas com objetivo de desmistificar e incentivar processo de doação. Para médio-curto prazo,  ações governamentais em escolas e espaços comunitários como palestras abertas, assim como instruções para agentes de saúde sobre tolerância sexual e a relevância dessa ação solidária, podem converter o quadro crítico que o país se encontra em apenas um breve momento da história.

Comparado com as taxas ideais de 3 a 5% prescritas pela ONU, o Brasil em 2014 obteve apenas 1,8% de doadores, o que deixa os postos de pronto socorro em crise em períodos de alto índices de acidente