Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 29/08/2018
O primeiro banco de sangue público no Brasil, foi criado na cidade de Porto Alegre em 1941, em seguida, foi o do Rio de Janeiro, sendo o terceiro em Recife. Entretanto, apesar do sistema hemoterápico estar presente desde os anos 40, não foi suficiente para fomentar a doação voluntária. Nesse contexto, o país não se prepara para captar o doador devido a falta de informação associada a herança cultural.
Em princípio, o desconhecimento que grande parte da sociedade tem sobre a importância da doação de sangue corrobora para a escassez nos bancos hemoterápicos. Ainda mais, a falta de engajamento sobre o tema em campanhas públicas direcionadas a maior divulgação à população, decresce o número de doadores. Dessa forma, os doares de reposição àqueles que doam para familiares, não minimiza o problema, pois o monitoramento desse doador fica mais difícil comparado ao doador voluntário.
Ademais, a herança cultural interfere na efetivação de doares espontâneos. Diferentemente de países desenvolvidos, como o Japão ou os Estados Unidos, os brasileiros não se envolveram em grandes guerras ou passou por grandes catástrofes naturais, fato que gerou nessas sociedades uma adesão a doação de sangue. Cabe ressaltar que na década de 80 o Brasil remunerava os doares voluntários perpetuando um pensamento antissocial, e como também prejudicando toda uma futura geração.
Em virtude do que mencionado, urge, portanto, que o Ministério da Saúde crie campanhas públicas para garantir que as pessoas entendam a necessidade e se disponham a doar sangue regularmente. Além disso, o Ministério de Educação em parceria com as prefeituras insira palestras informativas nas escolas desde os primeiros anos de vida dos alunos para o incentivo à doação de sangue. Demais, o assunto seja discutido no ambiente escolar revertendo o cenário atual. Logo, o primeiro banco de sangue brasileiro cumprirá seu real papel, a doação voluntária efetivada.