Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

A principal dificuldade na doação de sangue no Brasil é a falta de conscientização da cidadania brasileira. Falta de informações em escolas e políticas culturais são as causadoras da relutância em doar sangue no país, pois incentivos em momentos especiais resolvem apenas os problemas momentâneos. Logo, é preciso medidas governamentais que sejam capazes de atingir a conscientização da população, quebra de restrições de doações e investimentos educacionais que visem conscientizar na formação cidadã.

Em primeiro lugar, mudanças culturais que visem aumentar o número de doadores voluntários no país devem ser investidas. No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1,8% da população doa sangue, número que está dentro dos parâmetros, porém longe da meta que é de 3%. Assim, uma construção cultural em escolas brasileiras está ausente, pois campanhas de doações sanguíneas, muitas vezes, apenas visam informar e incentivar alunas do ensino médio negligenciando os demais pelo fato de não estarem aptos.

Além disso, falta políticas públicas e análises de permissão dos homossexuais em doarem sangue no Brasil. Dados da Organização das nações unidas (ONU), informam que países como México, Chile e Uruguai não possuem restrições pela opção sexual demonstrando que o Brasil precisa vencer barreiras de preconceitos em centros de doações. Apesar de homossexuais serem capazes de desenvolverem doenças sexuais, segundo órgãos governamentais como Anvisa, faltam estudos sobre preservativos seguros entre os homens. Ainda mais que restrições de homens se torna um problema, pois poderiam doar até quatro vezes ao ano.

Portanto, medidas devem ser revistas para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve propor mudanças nas formações escolares com inclusão de projetos obrigatórios em toda formação de estudante com informações de importância das doações apresentando pacientes que necessitam de doações constante contando suas experiências demonstrando que o ato de poder doar salvará vidas. Ademais, o Ministério da Educação deve investir em pesquisas acadêmicas que comprovem a falta de riscos de homossexuais doarem sangue com investimentos junto com o governo federal em métodos preventivos mais seguros. Dessa forma, o Brasil proporcionará uma formação cultural de doação de sangue quebrando paradigmas e aumentando os números de doações.