Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/08/2018

Na obra " Entre quatro paredes “, do filósofo Jean-Paul, o protagonista Garcin declara a sentença " o inferno é os outros “. Desse modo, afirma sua insatisfação em conviver socialmente, vista a pluralidade notória de idiossincrasias humanas respalda na falta de empatia. Logo, pode-se dizer que o contexto retratado se reflete nos obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Resultado da consonância de um país fundado sob bases patriarcais, no qual homossexuais .não podem doar sangue, pois isso é visto com uma doença.

Dessa maneira, é importante destacar que as crenças pessoais estejam entre as causas do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Sob essa conjuntura, podemos analisar que as raízes implantadas na sociedade dificultam a erradicação da homofobia na doação de sangue. Visto que os gays são visto como ameaça para família conservadora. Um exemplo do preconceito aconteceu após a marca O boticário ao lançar uma campanha no dia dos namorados com duas mulheres, muitas pessoas foram reclamar que aquilo poderia influenciar seus filhos. A doação de sangue de homossexuais é vista como um meio de repasse dessa opção sexual.             Ademais, outro ponto relevante nessa temática é a questão judiciaria. De acordo com Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir o equilíbrio entre os cidadãos, logo, se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, tal fato se reflete nos baixos índice de campanhas, medidas que conscientizaria a população e aumentaria a taxa de doadores, e devida à falta de administração publica por falta de algumas gestões, isso não é firmado

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria alterar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.