Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Da esperança à cura
Consoante o pensamento de Hipócrates - pensador antigo e pai da medicina - a cura está ligada ao tempo, mas também às circunstâncias. Nesse contexto, a doação de sangue em questão no Brasil possui barreiras que impedem a profilaxia de indivíduos que necessitam, de fato, do sangue de doadores. Sendo assim, o uso exacerbado de dogmatismos a respeito do manuseio do sangue diminui o número de doadores. Outrossim, a falta de visibilidade temática gera na sociedade um caos e, lamentavelmente, cria obstáculos na doação.
Em primeira instância, vale salientar que as circunstâncias para salvar uma vida são as ações mútuas da sociedade na contribuição das bolsas de sangue à procura da reabilitação de indivíduos. Contudo, devido o uso de doutrinas, principalmente religiosas, há uma diminuição de novos receptores sanguíneos. Historicamente, desde a Idade Média, parte da população considerava o sangue como atributo sagrado, o qual não poderia haver trocas sanguíneas. Logo, no contexto atual, ainda há essa visão mistificada e, por conseguinte, ocasiona uma problemática ainda maior nos hospitais e sistemas de ações sanguíneas, com a escassez dos fluídos que podem restaurar a vida de pessoas compatíveis.
Ademais, indubitavelmente, é preciso quebrar com o tabu, cujo aspecto de entender a doação de sangue como algo para todos. Nesse sentido, no poema “A flor e a náusea”, de Carlos Drummond de Andrade, o modernista exemplifica que a “náusea” permanece na sociedade contemporânea, em que não há uma preocupação com o outro, isto é, fica visível que um dos obstáculos aos necessitados é a falta de compaixão e o individualismo social, cuja perspectiva de propagar e ajudar com as doações não ocorre. Porém, a “flor” simboliza a esperança dos aceptores que aguardam por bolsas sanguíneas, com o auxílio da população brasileira e, com isso, erradicar a falta de receptores nos ambientes donativos.
Entende-se, portanto, a necessidade de aumentar a cura de indivíduos e acentuar a esperança de viver em um país melhor. Em suma, é dever primordial da mídia, através das teledramaturgias, atribuir papéis a atores famosos que necessitam das doações e influencie novas contribuições, com intuito de “descolonizar” a mentalidade equivocada por parte da sociedade brasileira que, ainda sim, permeia as eras antigas, uma vez que as ações midiáticas abrangem todo o público alvo e idades. Assim, as barreiras serão quebradas e a sociedade viverá em harmonia com a vontade de salvar vidas.