Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/08/2018

Há tempos, vem sendo discutido no Brasil, a falta de doação de sangue, fato esse importante não só para o país, mas para o mundo todo. A falta deste, pode ser inestimável para a saúde da população de quem precisa ou não, pois ele afeta todos. Nesse contexto, deve-se analisar como o individualismo e a falta de informação influência na problemática em questão.

O aumento do individualismo é a principal causa pela a insuficiência de doadores de sangue no país. Isso ocorre porque as novas gerações buscar não se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Em decorrência dessa fragilidade nos laços afetivos, o individualismo é potencializado, fazendo com que os indivíduos não se importe com seu próximo, caso ele precisa de transfusão sanguínea.

Além disso, nota-se, ainda, que a ausência de informações sobre o processo de doação também é responsável pelos baixos índices de doadores. Isso acontece porque a doação de sangue ainda no Brasil é cercada de mitos. Existem pessoas, por exemplo, nas quais acreditam que, ao doarem uma vez, precisaram doar sempre. Outras acreditam, que poderão contrair alguma doença infecciosa durante a coleta, entre outros absurdos. Por consequência desse desconhecimento, o ato de doar torna-se cada vez mais distante da realidade dos brasileiros.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da doação de sangue no Brasil precisa ser revisada. Em razão disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar dos ensinos infantil, fundamental e médio. Com aulas no intuito de desconstruir o individualismo já enraizado na sociedade moderna, deverão disseminar o hábito da empatia. Ademais, o Ministério da Saúde deve disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que, além de incentivar a doar sangue, informem à população como, de fato, é o processo da transfusão. Dessa forma, o país poderá alcançar o número recomendável pela a Organização das Nações Unidas que é entre 3% e 5% de doação de sangue, só assim deixará de ser problemática no Brasil.