Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Entretanto, no quesito de doação de sangue no Brasil a população deixa a desejar. Nesse sentido, deve-se analisar como o individualismo e a falta de informação influenciam na problemática em questão.
Em primeiro plano, é necessário entender como a falta de empatia e o exagerado individualismo são empecilhos para o crescimento do número de doadores. Isso acontece porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na pós-modernidade as relações sociais tornaram-se momentâneas e passageiras. Por consequência dessas fragilidades nos laços afetivos potencializa-se o individualismo e a maioria da população acaba, muitas vezes, não se importando se há pessoas precisando de sangue.
Além disso, nota-se, ainda que a falta de informação corrobora na perpetuação de mitos sobre a doação sanguínea. Isso porque, essa insegurança sobre os requisitos desmotiva doadores em potencial, sem que eles saibam o que, de fato, dizem as regras de doação de sangue. Muitas pessoas, por exemplo, acreditam que a retirada de sangue pode causar anemia ou até mesmo fazer com que o indivíduo perca peso. Em decorrência desse desconhecimento, o ato de doar sangue torna-se cada vez mais distante da realidade dos brasileiros.
Torna-se evidente,portanto,que a questão da doação de sangue no Brasil precisa ser revisada.Em razão disso,o Ministério da Educação em parceria com as escolas,devem incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar desde o ensino fundamental.A fim de eliminar o individualismo enraizado e disseminar empatia desde a infância.Ademais,o Ministério da Saúde juntamente com a mídia devem promover campanhas para incentivar a doação de sangue e informar a população,como é de fato a transfusão.Dessa forma,o Brasil poderá alcançar os ideais desejados.