Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/08/2018

Cidadania, mais do que direitos, é um conjunto deveres, políticos, civis e sociais que cada cidadão deve exercer. Quando negligenciados, no Brasil, como no caso da doação de sangue, tende a comprometer a sociedade como um todo, com a possibilidade de tornando-se um problema de saúde pública, o que se deve a fatores como imaturidade ética e de cidadania, além da falta de conhecimento.

Primeiramente, quando o filosofo Kant afirma que a Ética é um comportamento que você gostaria que todos tivessem, evidencia que o comportamento ético da maioria da população precisa se desenvolver no que diz respeito à doação de sangue. Isso porque, menos de 2% de todos os cidadãos é doadora. Se existem indivíduos aptos a doar e não contribuem regularmente isso é uma evidencia da necessidade de avanços neste aspecto do dever moral e ético enquanto cidadãos.

Outro aspecto, é que a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. Muitos são os mitos a respeito dessa prática, por exemplo, de que o individuo pode contrair alguma doença como a Aids, ou que aquele sangue vai fazer falta e comprometer a integridade física do doador. Não sabem que os hemocentros têm equipes especializadas e que seguem um protocolo rigoroso, com exames e entrevistas, e que, portanto, doar é seguro e não prejudica a saúde. Portanto, a doação de sangue como exercício cidadão não está sendo efetivado como deveria.

Neste sentido, urge que o Ministério da Saúde reveja as bases dos programas de doação, como campanhas educativas e de mobilização, visando maior inserção da população, por meio da construção de uma rede de apoio, firmando parceria com ONGs, escolas e sociedade civil organizada, que forneçam informações a população, a fim de aumentar a consciência cidadã a respeito do tema. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural, e consequentemente o engajamento na doação de sangue.