Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2018
O Brasil é um dos países mais populosos do mundo e, devido a isso, possui uma grande capacidade de fomentar a doação de sangue em números absolutos. No entanto, infelizmente o quadro relativo ainda é muito baixo em razão de fatores culturais enraizados e uma má administração, os quais influenciam diretamente diretamente na manutenção do cenário. Logo, esse é um problema que precisa ser coibido.
Um dos obstáculos é o escasso desenvolvimento do senso crítico sobre essa situação correlacionado a carga histórica. Isso porque, diferentemente de países como o Japão e os Estados Unidos, o Brasil não participou de grandes guerras. Consequentemente, pouco estimulou a população quanto a importância da solidariedade ou investiu fortemente em campanhas de doação de sangue, pois não houve o impacto dos conflitos que acumularam um exorbitante número de vítimas. Dessa maneira, a noção de necessidade, como também de pré-requisitos e especifidades sobre a doação, era reduzida na época, porém, a falta de mecanismos que alterem eficazmente esse cenário é um grande fator para permanência dele atualmente.
Além disso, o descaso governamental em auxiliar o setor de Saúde é uma enorme barreira para se obter um avanço. Em razão disso que inúmeros hospitais, principalmente na região Norte e Nordeste, onde os investimentos são menos concentrados, possuem uma deficiência na área de comunicação o que ocasiona, desse modo, na perda de estoques de bolsas de sangue, seja por ultrapassar a validade ou até mesmo, na falta de encaminhamento. Assim, o Governo é ineficiente em resguardar o direito à saúde da qualidade e por isso, segundo o filósofo John Locke, é falho por não exercer uma de suas funções fundamentais.
É imprescindível, portanto, a atuação de órgãos que possam ajudar na redução do infortúnio. Para isso, é preciso que o Poder Público se responsabilize por distribuir parte do dinheiro para as prefeituras a fim de que elas invistam, em maiores proporções, em hospitais mais precários e seja oferecida as condições para reformas nos setores. Além disso, é importante que o CONAR e o Ministério da Saúde monitore, por meio dos profissionais locais, o andamento do processo. Com isso, aos poucos, a problemática será resolvida.