Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Os hemocentros brasileiros encontram-se atualmente em deficiência de doadores, seja pela falta de incentivos para uma pessoa se tornar doadora ou por restrições impostas pelo próprio centro de doação. Por causa disso, apenas 1,6% da população nacional doa sangue, segundo o Ministério da Saúde. Certamente, a meta proposta pela ONU de que 3 a 5% dos cidadãos sejam doadores seria facilmente atingida se não existe restrições preconceituosas e se houvesse maior incentivo para doação.
Apesar das campanhas de incentivo promovidas pelo Ministério da Saúde, como a Campanha Nacional de Doação de Sangue lançada em junho de 2018, ainda sim são insuficientes, visto que a quantidade de doadores no país está abaixo do esperado. Desse modo, fica evidente a necessidade de promover um sentimento de solidariedade nas pessoas, para que estas se disponham a doar sangue, podendo assim salvar até 4 vidas.
Além disso, foi ainda criado o Dia Mundial do Doador de De Sangue, celebrado no dia 14 de junho em busca de informar o público em geral da necessidade de mais doações voluntárias. Contudo, há várias restrições para pessoas que desejam ajudar o próximo, algumas delas até preconceituosas, como o fato de pessoas homoafetivas não poderem doar seu sangue quando tiveram relações sexuais dentro de um ano, mesmo que de forma segura, o mesmo não acontece com os heterossexuais. Por causa disso, várias pessoas são impedidas de doar seu sengue e, consequentemente, deixam de salvar vidas.
Diante disso, é necessário que o Governo junto com o Ministério da Saúde promovam campanhas de doação de sangue, por meio de redes sociais e emissoras nacionais com o intuito de atingir o maior número de pessoas possível, sensibilizando-as e promovendo solidariedade. Por conseguinte, a Organização Mundial da Saúde deve se desfazer desse caráter preconceituoso, permitindo que homossexuais efetuem doações, desde que seja de modo seguro, a fim de elevar o número de doadores.