Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

O Brasil nunca se envolveu em grandes guerras ou passou por grandes catástrofes naturais que exigissem alta demanda da doação de sangue, isso de alguma maneira impossibilita que os brasileiros percebam a real dimensão da importância desse ato tão nobre que salva vidas. Desse modo é vital que se construa desde a infância dos cidadãos a responsabilidade social no tocante a solidariedade, fator que torna as escolas fundamentais no processo de conscientização dos futuros doadores.

Segundo uma pesquisa publicada pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o Brasil, apesar de coletar o maior volume em termos absolutos na América Latina, doa proporcionalmente menos do que outros países da região, como Argentina, Uruguai ou Cuba. A pesquisa revela ainda ,que 59, 52% dos doadores são voluntário e os outros 40,48%  são doadores de reposição, ou seja, aqueles que doam por razões pessoais. Apenas 1,8% da população brasileira é doadora de sangue, de acordo com especialista é preciso que esse número dobre para que o país esteja dentro do patamar ideal estabelecido pela ONU.

Infelizmente, ainda existem alguns mitos em relação à doação de sangue. Há pessoas que acreditam que se doarem uma vez, vão ter de doar sempre. Outras acham que doar sangue engorda. Existem ainda aquelas que temem contrair alguma doença infecciosa durante a coleta, isso impede que o projeto do Ministério da Saúde de atingir 2,2% da população seja alcançado . É necessário desfazer esses mitos e informar a população sobre os benefícios da doação.

Destarte, os Ministérios da Saúde e Educação devem captar o doador desde criança, para tanto devem preparar as instituições de ensino para desenvolver esse futuro doador por meio da valorização de campanhas em prol da doação de sangue dentro das escolas. Isso pode ser feito mediante ações interativas e envolventes, como frequentes gincanas, jogos internos e aulas que explorem e esclareçam o tema, com o fim de obter adesão dos alunos, futuros possíveis doadores, e instituir o hábito de doar sangue regularmente após os 16 anos de idade.