Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 01/09/2018

Abaixo do ideal da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil apresenta 1,8 % da população como doadora de sangue, bem menos dos 3% a 5% recomendados. Esse valor é consequência da dificuldade do Poder Público de construir um programa contínuo de responsabilidade social.

Ainda falta conscientização da sociedade. O brasileiro precisa ter sempre na sua mentalidade a consciência social da importância da doação de sangue, da necessidade de ser um ato voluntário e contínuo. Pois essa é outra diferença importante, os hemocentros explicam que aqueles que sempre doam permitem maior segurança biológica do que os que doam para ajudar alguém específico, já que a controle consegue ser maior.

Não ter um programa educativo contínuo de doação de sangue, afasta possíveis voluntários. Por exemplo, há pessoas que acreditam que se doar uma vez, precisará doar sempre. Alguns tem medo de contrair alguma doença. Outros falam que engorda. Essas são dúvidas simples que poderiam ser respondidas facilmente se houvesse uma campanha permanente por meio do Poder Público.

Logo, é necessário que o Estado brasileiro trate as campanhas para doação de sangue como algo contínuo. Não há lugar melhor do que as escolas para captar futuros doadores e conseguir desenvolver a responsabilidade social dos menores. Portanto, o Ministério da Saúde e o da Educação devem trabalhar juntos para criar um calendário em que funcionários da área médica vão às escolas ensinar as crianças e adolescentes sobre a importância da doação e responder dúvidas. De modo que os alunos e até mesmo os pais saiam da “bolha” de que só é necessário doar quando alguém da família precisa.