Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Um dos pontos importantes para uma sociedade é ter um volume satisfatório de sangue, para que os hemocentros atendam pacientes com qualquer necessidade sanguínea e esses estejam garantidos a eventual necessidade massiva desse produto. No entanto, falta muito para o Brasil ser uma nação doadora, fatores como a falta de conscientização e a existência de algumas normas e proibições precisam ser flexibilizadas a fim de um progresso mais significativo.
Primeiramente, para um país ser considerado doador de 3 a 5% de sua população deve ser doadora segundo a Organização das Nações Unidas; o Brasil tem apenas 1,8% de sua população. E um fator resistente é a falta de conscientização, existem pessoas que não doam pelo medo de adquirir doenças ou por não ganhar uma vantagem com isso. Desse modo, mostra a importância do combate contra os mitos, a falta de empatia e o discernimento de que poderia ser você o necessitado.
Outrossim, ainda há normas e proibições que generalizam os casos e diminuem essa arrecadação sanguínea. O Ministério da Saúde, por exemplo, impossibilita de não serem doadores até os homens que mesmo tendo um parceiro sexual fixo, os quais pelas experiências homofóbicas desenvolveram empatia podendo ter maior participação relativa na de doadores do que os já normalizados. Vale lembrar que no Chile, Uruguai e México isso não é proibido. Há também a limitação etária para doação, sendo que a saúde de cada organismo é singular e deveria ser tratado assim, e não limitar a doação somente até 69 anos de idade.
Portanto, são destacadas maneiras de diminuir os obstáculos à doação de sangue no Brasil. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve aumentar o potencial de doadores, por meio de flexibilizações nas proibições, com o objetivo de efetivar o aumento de doações mantendo a qualidade do produto. Essa flexibilização pode ser dirigida, ao menos no início, pelos caminhos adotados pelas nações vizinhas. Assim, aumentando as chances do Brasil ser considerado pela ONU como um país doador.