Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Afinal, quais medidas deveriam ser tomadas para acabar com a insuficiência de doadores de sangue?
A insuficiência de doadores de sangue no Brasil, durante anos têm sido um problema, as estatísticas de pessoas que morrem pela falta de infusão sanguínea não param de crescer. No meio do caminho para a solução desse problema existe não só uma, mas diversas pedras que precisam ser retiradas, qual deveria ser a primeira!?
Pesquisas apontam que a quantidade de homens que doam sangue são em média duas vezes maior que a quantidade de mulheres, isso claro ‘‘respeitando’’ o patético requisito que homossexuais não podem doar sangue. Caso esse requisito seja extinguído não há dúvidas de que a quantidade de doadores aumentaria de maneira significativa, pois homens podem fazer doações em um menor espaço de tempo, cerca de 60 dias após sua última doação, em contrapartida mulheres estão aptas a doar apenas após 90 dias de sua última doação.
Além disso, a facilidade de locomoção até um hemocentro também é um problema recorrente, visto que não se encontra um hemocentro com tanta facilidade. Mais hemocentros precisam ser construídos para facilitar o acesso dos doadores, isso também irá diminuir o tempo de espera antes da doação (o que também pode ser um problema), por conta da atual crise que o país enfrenta, talvez não seja possível a construção de grandes hemocentros, mas um setor para que doações de sangue possam ser feitas pode ser implantado em hospitais públicos já existentes.
Portando, são diversas as medidas que a OMS pode tomar para melhorar os índices de doadores. A ampliação da divulgação do Junho vermelho também ajudaria muito, afinal no inverno as doações diminuem. Grande parte da população nem conhece essa ação por falta de divulgação em meios de comunicação. Esse movimento merece uma visibilidade a nível Outubro rosa e Novembro azul, para isso é necessário um maior investimento por parte da OMS e os governantes do país.