Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Mais solidariedade e menos preconceito
Doe sangue, esse ato pode salvar até quatro vidas, diz o coordenador-geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde. Embora, exista campanhas para essa prática no Brasil, há pouca exibição dos incentivos dessa ação. Assim, os maiores dificultadores para esse ato são a precária flexibilização dos Hemocentros e o não cumprimento da testagem sanguínea do chamado “grupos de risco”.
A mobilidade até o centro de captação e o horário de funcionamento, primeiramente, garantem desculpas concretas para não ser um doador. Este devido ao tempo reduzido e aquele por conta do custo de transporte até o Hemocentro mais próximo, resultando na diminuição dos interessados. Então, urge a necessidade de propor facilitadores para obter não apenas indivíduos solidários para empreitada ocasional, mas também assídua; já que homens podem quarto e mulheres três vezes ao ano, conforme o Ministério da Saúde.
A respeito da janela imunológica, outrossim, tempo em que o vírus permanece indetectável, era de 12 meses, com o surgimento do NAT (teste de ácido nucleico) que a redução para apenas 12 dias. Associado a esse avanço tecnológico, há obrigatoriedade desde 2014 em todo território nacional a realização desse teste, segundo o Instituto de Tecnologia em Imunológicos (Bio-Manguinhos) e outro item que deve ser atualizado é o chamado grupo de risco que deveria ser nomeado de comportamento de risco. Infelizmente, nem todos os locais de captação de sangue respeitam a orientação da testagem e a mudança do termo, e por isso, indivíduos são dispensados, o que dificulta a arrecadação ideal de 3-5% da população, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
A dissuasão, portanto, desses entraves é importante para aumentar a quantidade de litros de sangue doados, no Brasil. Dessarte, a plena divulgação nos meios de comunicação da Lei 13289, de 2016, que concede o Selo Empresa Solidária com a Vida, com o objetivo de aumentar a rede de doadores é uma maneira atrair empresas de transporte para fornecer aos indivíduos, pelo menos três vezes ao ano, o “vale-sangue”, disponibilizando o translato aos locais de captação. Além disso, empresas e universidades devem agendar com o Hemocentro da cidade a ida de equipes nesses locais para garantir o aumento do número de doadores que não conseguem ir aos locais de coleta devido ao horário de funcionamento. Ademais, os Ministérios da Saúde e da Justiça devem ser atuantes na fiscalização dos centros para evitar a discriminação de pessoas e a dispensa de sangue sem a realização do NAT, por profissionais que colocam o preconceito acima da ciência.