Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da Vacina, movimento popular que lutava contra a vacinação obrigatória pela alta desinformação sobre o assunto e por desacreditarem nos seus efeitos positivos. Desse modo, o baixo conhecimento populacional e as restrições de determinados grupos faz com que permaneçam vários obstáculos para a doação de sangue no atual cenário brasileiro.

Em primeira instância, vale salientar que o número de doadores esperado pela ONU é mais que o dobro dos doadores atuais. Todavia, percebe-se que ainda é escasso a quantidade necessária de transfusão de sangue, afetando diretamente em transplantes de órgãos e em outras cirurgias pela grande quantidade de perca sanguínea durante o processo.

Entretanto, outros fatores como a proibição de homossexuais que matem relações sexuais com seu parceiro serem proibidos de doar sangue é outro obstáculo que impede o sucesso proposto pela ONU. Destarte, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), tal impedimento é devido à grande circulações de doenças sexuais e para não correr esse risco, estipulam um prazo de um ano sem relações sexuais para que possam ser doadores.        Fica evidente, portanto, que a falta de circulação informacional em prol dos benefícios da doação e a restrição de homossexuais para tal ato são os principais obstáculos para o sucesso da doação. Contudo, cabe à mídia divulgar em propagandas os benefícios da doação e quais os procedimentos de como realizar para um maior conhecimento da população. Por fim, o governo estadual deve abrir pontos de coletas e investir em tecnologia a fim de identificar contaminações no plasma sanguíneo e não restringir o grupo homossexual de realizar esse ato de solidariedade.