Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

De acordo o sociólogo Florestan Fernandes, o brasileiro não desenvolveu consciência de coletividade. Percebe-se isso ao observar que a nação verde e amarela não possui o habito de doar sangue, comprovando que na sociedade brasileira falta solidariedade e altruísmo. Nessa direção, faz-se mister ressaltar que essa estagnação frente à questão é cultural e a população é carente de informações a respeito do assunto.

A sociedade brasileira é culturalmente egoísta, não exercendo a solidariedade, principalmente quando se trata de doação de sangue. Sendo a cultura o ‘‘código genético de um povo, dificilmente tal questão será facilmente resolvida, afinal, segundo Durkheim, a tendência do indivíduo é reproduzir o comportamento coletivo. Dessa forma, percebe-se a uma inércia dos brasileiros em relação à doação de sangue resultando em, segundo o Ministério da saúde, 1,4% da população doadora, enquanto o ideal seria de 3 a 5%. Sendo assim, essa face da cultura brasileira representa o ‘‘calcanhar de Aquiles’’ da nação.

Concomitante a isso, os filhos da pátria mãe são desenformados a respeito na necessidade de sangue nos hemocentros, quem, como e onde doar sangue. Estando desenformada, a população se encontra nas sobras, e a ausência de luz, representa no mito da caverna de Platão a ausência de disposição para mover-se. Resultando assim em hemocentros sem sangue, cirurgias adiadas por falta de sangue compatível e a vida de pessoas em risco. Mesmo diante desse cenário, o Estado aprece não enxergar a ignorância na população permanecendo, também, estagnado. Sendo assim, é condição ‘‘sine qua non’’ que os brasileiros saiam da ‘‘caverna’’ para vidas serem salvas.

Destarte, de acordo com a primeira lei de Newton ou lei da Inércia, um corpo tem a tendência de continuar em seu estado natural, ou seja, em repouso, até que seja plicada uma força superior sobre ele. É fundamental, portanto, ações que tirem os brasileiros da inercia fazendo com que enxerguem a necessidade de doar sangue. Assim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas para informar a população tudo sobre as doações. Essas campanhas devem ser implementadas tanto na mídia- poder persuasivo- levando médicos em programas de TV e campanhas publicitárias na internet, quanto nas Escolas e ambientes de trabalho, levando, também, médicos para informar o quanto é importante e humano doar sangue. Dessa forma, com informações o brasileiro sairá das sombras e doar sangue todo ano será um habito.