Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Segundo o escritor Franz Kafka, “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.” Assim, a doação de sangue é um ato de compromisso com a vida, e que sofre vários obstáculos no Brasil, como a falta de incentivo a prática e a restrição de doadores, que representa um desfalque considerável nos estoques de sangue.
Nesse contexto, a falta de informação aumenta o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes, muitas vezes não tem o destaque necessário, e sem muita visibilidade da população, os números de concessores não correspondem com a demanda. Apenas 1,8% dos brasileiros são doadores de sangue efetivos, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o que é abaixo do mínimo ideal de 3%.
Além disso, a doação de sangue feita por homossexuais é um das dificuldades desse cenário e essa restrição representa um desfalque considerável nos estoques de sangue. De acordo com o IBGE, 101 milhões de homens vivem no país e, do total, 10,5 milhões é homossexual ou bissexual. Levando em consideração que cada homem pode doar até quatro vezes em um ano, com a restrição dessa parcela da população, são desperdiçados 18,9 milhões de litros de sangue por ano.
Portanto, diretrizes são necessárias para reverter esse impasse, como o aumento de campanhas de incentivo a doação de sangue pelas instituições públicas e privadas, através das mídias sociais, afim de informar a população o que é preciso para realizar tal ato. O Ministério da Saúde, deve propor que a orientação sexual não deve ser usada como critério para seleção de doadores, e sim conforme a saúde do indivíduo , visto que a Aids também é transmitida por heterossexuais. Assim, o número de doadores voluntários aumentaria e ajudaria a população que carece de transfusão sanguínea.