Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

No decorrer dos anos a área medicinal evoluiu e implementou inúmeras técnicas relevantes, em que uma delas é a transfusão sanguínea. Contudo, hoje, os bancos de sangue do Brasil estão cada vez mais escassos devido ao pequeno número de doadores existentes. Nesse sentido, questões como tabus difundidos na sociedade e reduzida quantidade de hemocentros colaboram para tal problemática.

É primordial ressaltar que, ainda, é recorrente entre a população os mitos referentes à doação de sangue. Assim sendo, os indivíduos possuem determinados tabus como medo do organismo não repor o volume de sangue doado, receio de contrair doenças e preocupação do corpo permanecer enfraquecido. Desse modo, a meta da Organização das nações Unidas (ONU) não é cumprida pela nação brasileira, visto que o recomendado é que no mínimo 3% dos habitantes de um país sejam doadores, todavia, segundo pesquisa veiculada pela editora Super Abril no ano de 2014, o Estado registrou um pouco mais de 1,5% de doadores.

Outrossim, a baixa quantidade de locais especializados nas coletas é mais um fator dessa carência. Haja vista, que há um número insuficiente de locais especializados nesse âmbito, pois em todo território nacional encontra-se somente 27 hemocentros em comparação com as mais de 5.500 cidades do Brasil. Destarte, com a distância e, muitas vezes, dificuldade de mobilização muitos cidadãos ficam desmotivados e desinteressados acerca do processo de doação sanguínea.

Medidas são, portanto, imprescindíveis para atenuar os obstáculos da doação de sangue no país. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a TV aberta, promover campanhas informativas com o intuito de esclarecer possíveis dúvidas dos cidadãos e, dessa forma, desmitificar os tabus persistentes. Ainda é função do Governo, utilizar parte do dinheiro público destinado a saúde para a implementação de novos centros qualificados no recolhimento de sangue em grandes cidades e minicentros de coleta em municípios menores, a fim de facilitar o acesso de doadores ativos e, além disso, incentivar a cooperação de novos.