Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
O Brasil é considerado um país receptivo, alegre e, principalmente, solidário. Anualmente, devido às chuvas fortes de verão, casas são soterradas, pessoas perdem parentes, e notam-se brasileiros prontificados a enviar mantimentos, roupas a essas vítimas. No entanto, essa atitude não atinge todas as problemáticas sociais, a atitude de doar sangue ainda enfrenta obstáculos.
É válido, destacar, antes de tudo, que a falta de conhecimento corrobora para o pequeno número de doações. Esse fato decorre da inexistência ou da pouca divulgação da real demanda existente no Estado e do poder de salvar uma vida com 450 ml de sangue. Alia-se a isso, o mito de dor durante o processo, o medo de que a retirada do sangue possa prejudicar a saúde do doador ou o pensamento de que não é algo de urgência. Nessa perspectiva, a sociedade reflete um meio de comunicação descompromissado por essa causa, como também, uma cultura de não conscientização da importância da doação.
Além disso, o preconceito auxilia na barreira para o progresso dessa ação. Ao serem considerados, pela legislação brasileira, grupos de risco, mediante a eclosão da epidemia da AIDS, nos anos 80, os homossexuais são impedidos de doar sangue. Dessa maneira, é perceptível um critério de seleção pautado em concepções medievais, haja vista a presença de atitudes de risco, como o sexo sem camisinha, drogas injetável, não uma orientação sexual.
Fica claro, portanto, que o país ainda não poderá ser reconhecido como referência em doação de sangue. Para alterar essa conjuntura, a mídia deverá expor dados sobre a doação, como o peso, idade, locais para esse ato, seja na TV ou em áreas fiscais, como outdoors. Ademais, o Congresso Nacional reformular a lei que impede homossexual a doar, elaborando uma lei mais democrática e menos intolerante.