Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

De acordo com o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Neste ponto de vista, uma simples assistência pode mudar e salvar várias vidas. Porém, há muitos impasses que dificultam o ato de solidariedade quando o assunto é doação de órgãos no Brasil.

Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de doares faz-se menor do que a real demanda. Assim, a exposição deste problema pelo meio de comunicação e o incentivo a novos doares são escassos.

Outrossim, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os cidadãos que têm relações sexuais homoafetivas constituem o “grupo de risco”, pois, nos anos 80 houve o auge da epidemia do vírus HIV. Nesse seguimento, os homossexuais só podem doar sangue se ficarem um ano sem terem relações sexuais. Porém, a relação sexual não pode ser critério de seleção, mas sim a condição de saúde do indivíduo, uma vez que a Aids também é transmitida por hetero sexuais.

Logo, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Por conseguinte, a mídia tem papel fundamental na exposição de dados informativos acerca da doação de sangue, seja na televisão e internet ou em áreas físicas como outdoors. Dessa forma, os cidadãos teriam consciência da necessidade da transfusão sanguínea e seriam incentivados a doarem sangue. Concomitantemente, o governo, juntamente com a OMS, deveriam modificar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em amparos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para verificar se o doador é portador de alguma doença e averiguar o sangue. Dessa maneira, o número de voluntários aumentaria e ajudaria os pacientes que precisam de doação de sangue.