Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

É notório que, o Brasil tem um território vasto, com uma população de 207,7 milhões de habitantes. Com isso, na teoria, deveria ser um país no qual, houvesse uma elevada quantidade de doadores de sangue, o que na prática não ocorre uma vez que, 18 a cada 1000 indivíduos fazem doação no Brasil, segundo o coordenador geral de sangue e hemoderivados. Nesse sentido, vale levar em consideração a influência do papel da escola e os mitos sobre o ato de doar sangue, para explicar tal problemática.

Segundo Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.Com isso, a escola é responsável pelas discussões sobre problemas da atualidade, incentivando os discentes a posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva. Porém, quando se trata da doação de sangue, é possível observar certo déficit no âmbito escolar. De acordo com Yeda Maia, a presidente do Hemoba em Pernambuco, o Brasil não se prepara para captar o doador desde criança, sem essa política não é possível construir o doador do futuro, tendo como consequência apenas 6 em cada 10 indivíduos voluntários frequentes, segundo o BBC News.

Ainda convém lembrar que, estigmas como “doar sangue engorda” ou “fazer doações pode trazer doenças”, são outro fator para que uma grande parte dos cidadãos não doem sangue. Sendo assim, é necessário desfazer os mitos e informar a população sobre os benefícios da doação. Desse modo, os núcleos tecnológicos, grandes influenciadores ao modo de vida dos indivíduos, têm um papel importante.

Portanto, as escolas de Ensino infantil ao médio devem criar maneiras de discutir, por intermédio de palestras e projetos ministrados por professores e médicos, especialistas na área, utilizando didáticas diferentes para cada tipo de faixa etária, a fim de que eles entendam a importância da doação de sangue e tornem-se adultos conscientes de tal necessidade. Além disso, a TV junto a internet, deve criar campanhas públicas , para alcançar indivíduos com realidades distintas, desmitificando os estigmas criados pela sociedade, com a finalidade de que esses indivíduos compreendam a importância e se disponham para doar sangue regularmente.