Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 06/09/2018

O Brasil, hoje, possui uma das melhores hemoterapias do mundo, para o doador e para o paciente. No entanto, ainda existe entraves para doação de sangue no país, pois apenas uma pequena parte da população é doadora. Nesse sentido, é necessário analisar a falta de informação, bem como a discriminação.

Em primeira análise, a ausência de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes e como consequência com poucos voluntários a demanda não suprida. Dessa forma, com a pouca quantidade doadores a necessidades de recepção de sangue de muitas pessoas é comprometida devido a tal fato.

Além disso, a discriminação contra o grupo de homens homossexuais intensifica essa problemática. Embora órgãos como Ministério da Saúde e Anvisa afirmem que os critérios para seleção de doadores não são discriminatórios é possível perceber que a realidade é outra, uma vez que de acordo com o (IBGE), 10,5 milhões de homo ou bissexual são restritos a doação de sangue no país. Com isso, essa restrição acarreta desperdiço de milhões de litros de sangue, assim situação perpétua no país.

Torna-se evidente, portanto, que essa situação deve ser resolvida. Diante disso, cabe mídia criar campanhas que incentivem a doação de sangue, seja na revisão e internet, seja em áreas físicas como outdoors, promovendo dados informativos com objetivo de aumentar a quantidade de doadores. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria alterar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.