Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Na década de 40, pós segunda guerra mundial, surgiram os primeiros bancos de sangue privados no Brasil, onde o doador era remunerado, como exemplifica o filme “a última gota”, que relata a vida do personagem Jucenil, que estava desempregado e vendia seu sangue para sustentar sua família. Todavia, essa prática foi abolida em 2002 e a doação passou ser totalmente voluntária.
Entretanto, conforme dados da ANVISA, apenas 1,8% da população brasileira é doadora. O Ministério da Saúde afirma que esse número não é ruim mas poderia melhorar. Porém, o país enfrenta grandes empecilhos, como a deficiência estrutural dos hemocentros e falta de conscientização dos cidadãos.
Ademais, o preconceito e o tabu ainda estão enraizados na sociedade, visto que, pessoas autodeclaradas LGBT não podem doar. Outros indivíduos acreditam que pode fazer mal à saúde, engordar ou contrair doenças e todos esses fatores são gerados pela carência de conhecimento.
Portanto, é evidente que há grandes obstáculos para que se tenha maior eficiência na doação de sangue no Brasil. O Ministério da Saúde deve realizar campanhas através das redes midiáticas com o intuito de conscientizar e incentivar a população. Ademais, é necessário que haja maior investimento nos hemocentros, a fim de, melhorar suas estruturas.