Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
O processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue para um uso subsequente em uma transfusão de sangue é de fundamental importância para o funcionamento de um centro de saúde. No Brasil, a taxa anual do número de doadores não é ideal em comparação com os países desenvolvidos e até mesmo os vizinhos. Isso ocorre em razão da instalação de uma herança cultural devido ao fato do país não ter enfrentado grande guerras ou catástrofes naturais que, consequentemente, permite a sua população o desenvolvimento da ausência de consciência sobre o ato de doar sangue. Analogamente a esse legado enraizado no Brasil, outros desafios promove o entrave ao aumento da quantidade de doações tais como: normas e restrições impostas pelo Ministério da Saúde e falta de disseminação de informações e campanhas regionais constantes que mobilizem a sociedade a realizar esse ato solidário.
Em princípio, um dos motivos que inviabilizam o progresso do número de doadores de sangue são as restrições discriminatórias impostas pelo Ministério da Saúde. Aliado à deficiência estrutural dos hemocentros - que não possuem métodos completamente eficientes de avaliação do material coletado de pessoas que possuem condições diferentes do usual - o Ministério da Saúde impõe normas que impedem determinados setores da população a fazerem a doação, como o caso de homens homossexuais. Com isso, o país proporciona a perda anual da coleta de mais de 19 milhões de litros de sangue, considerando todas as proibições - conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde - assim como a exclusão da exerção do papel de cidadania por essa parte da população.
Ademais, a insuficiência de campanhas constantes que propaguem a disseminação de informações sobre a doação sanguínea pelos setores municipais e estaduais também contribui para o entrave do pleno desenvolvimento dos hemocentros. Dessa maneira, com a falta de conhecimento por parte da sociedade ocorre a implantação de estigmas e mitos que amedrontam os cidadãos e os impedem de realizar algo simples e seguro. Segundo informações retiradas do site Futura, aproximadamente 40% da sociedade afirmam não doar sangue por medo.
Logo, visando aumentar a demanda de doadores sanguíneos devido a necessidade crescente que o país está desenvolvendo por conta do aumento da complexidade da medicina, medidas devem ser tomadas a fim de que amenizem o impasse. Dentre elas: a reforma nas normas impostas pelo Ministério da Saúde e a promoção de campanhas mensais e constantes nos centros educacionais com parte do orçamento retirado do imposto, com o apoio da OMS e do Ministério da Educação, para que inative a discriminação e promova a ida de uma maior parcela da população aos hemocentros.