Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Regras que protegem a população
A doação de sangue é um ato cidadão. Todavia, possui riscos para o doador e o receptor. Na década de 1990, a entrada do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no país e a descoberta das vias de transmissão colocaram em pauta a necessidade de se avaliar os riscos de transmissão de agentes patológicos na transfusão sanguínea. Já em relação ao doador, estudos que avaliam a saúde e o comportamento fornecem subsídios para a formulação de manuais dos órgãos responsáveis para a avaliação de reações adversas possíveis.
O doador pode apresentar reações adversas imediatas ou tardias. Sintomas co como desmaios, fraqueza ou até mesmo hipovolemia sanguínea com risco de morte precisam ser evitados a partir de uma triagem criteriosas de estilo de vida, doenças prévias e atitudes das últimas vinte e quatro horas que antecedem a doação.
As exigências para a doação de sangue não só previnem riscos para o doador, como também para o receptor. Sabe-se que até 1993, as bolsas de sangue não eram avaliadas para Hepatite C, pois se desconhecia sua forma de transmissão. Fisiologicamente, as relações sexuais homo-afetivas apresentam maior chance de transmissão do HIV. Sendo assim, os estudos identificam a probabilidade, de agentes patológicos serem transmitidos, inclusive por atitudes comportamentais do doador. Previne-se, então, a transmissão de doenças crônicas, que diminuem a expectativa de vida, aumentam o custo da saúde com insumos medicamentosos e leitos hospitalares.
Portanto, as regras que hoje pautam os manuais que norteiam o processo de doação de sangue são fundamentados em estudos científicos. Para tanto, a fim de que as exigências sejam cumpridas e haja aumento do número de doadores é necessário que sejam criadas campanhas amplamente divulgadas de incentivo e esclarecimento sobre o processo da doação.