Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
A transfusão de sangue começou a ser estudada no século XVII contudo apenas na Segunda Guerra Mundial as doações fora efetivamente utilizadas . Contudo, mesmo com o avanço da medicina e dos meios de comunicação no Brasil essa prática encontra-se insuficiente devido à escassez de doadores. De certo à morosidade Estatal e a inefetividade informacional corroboram a perpetuação dessa problemática no século XXI.
A princípio, é importante analisar a obsolescência no processo de doação de sangue devido à longa duração na coleta de informações-triagem-, modelo arcaico devido aos poucos investimentos governamentais em avanços tecnológicos que visam aperfeiçoar essa etapa. Além disso, os hemocentros encontram-se antiquados legislativamente devido ao desperdício de sangue de aproximadamente 17,9 milhões de homossexuais brasileiros não doarem sangue diante das exigências arcaicas como um ano de abstinência sexual, modo retrógrado ao avanço da medicina que explícita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis não se restringirem apenas a esse grupo e sim a toda população. Dessa forma, o sociólogo Pierre Burdier torna-se atemporal ao citar: “Indivíduos desviantes tendem a sofrer punições”, fator preconceituoso que se propaga e veta o desenvolvimento da pratica cidadã dessa minoria.
Outrossim, é válido ressaltar a inercia das instituições governamentais a ineficiente disponibilização informacional à nação. Assim, com essa displicência torna-se fator de apenas 1,9% dos postos de sangue serem reabastecidos segundo o Ministério da Saúde, meio preocupante, pois o ideal seria de 3% à 5% do contingente populacional a exercer essa prática. Por Conseguinte, o Estado descumpre com o Principio Fundamental da Dignidade Humana prerrogativa do filósofo Zygmunt Bauman que alega o direito à vida a sociedade para o pleno exercício da cidadania, prática pouco difundida no cotidiano solidário do povo brasílico.
Evidencia-se, pois, a necessidade de mudança nos obstáculos encontrados nos hemocentros devido a sua legitimidade à perpetuação de vidas. Logo, a Secretaria Municipal de Saúde deve investir em ciência tecnológica para dinamizar a triagem e otimizar o tempo dos doadores nos postos de coleta, além de aprimorar a detecção de doenças com o objetivo de proporcionar a participação dos homossexuais e manter o índice seguro de reabastecimento. Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com as Mídias Televisivas devem proporcionar campanhas como comerciais a fim de informar a sociedade sobre os procedimentos, locais de coleta, e esclarecer a necessidade dessa prática com o intuito de estimular a cidadania.