Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

Sangue: uma meta possível

A doação de sangue é um processo no qual um doador voluntário tem seu sangue coletado e armazenado em um banco de sangue para posterior uso em transfusões sanguíneas. Mesmo essa ação sendo algo nobre e positivo para  sociedade esse processo, no Brasil, se depara com obstáculos entre eles mitos existente em torno desse procedimento e a falta de conscientização.

Nota-se que o país demonstra um porcentagem inferior de doadores de sangue em comparação com o que a ONU considera ideal, em torno 3% a 5%, fato esse que pode ser explicado pelos mitos que parte da população carrega sobre tal processo. Há pessoas que acreditam que se doarem uma vez, vão ter de doar sempre, que doar sangue engorda e ainda existe aquelas que temem contrair alguma doença infecciosa durante a coleta. É necessário que esses preconceitos sejam quebrados e informar a sociedade sobre os benefícios da doação.

Estudiosos chegaram à conclusão de que a falta de conscientização da população é um dos principais limitadores para o aumento da doação de sangue no Brasil. O país não tem um plano nacional para a captação do doador desde a infância nas escolas, de forma que trabalhe a responsabilidade social que essa criança  terá como futura doadora. Isso atualmente se reflete na baixa dos doadores voluntários; aqueles que doam sem se importar com quem vai receber o sangue; e também nas doações em troca de vantagens, como por exemplo, o dia de abono previsto em lei para o trabalhado que for doar sangue.

Portanto, é necessário a adoção pelo Ministério da Saúde juntamente com as Secretarias de Saúde do Brasil de política básicas que visem o enfrentamento desses obstáculos para para impulsionar o aumento do número de doações de sangue, por meio de peças publicitárias na TV e no rádio que incentivem e informem a sociedade sobre a importância das doações, e além disso, da formação de um plano nacional de educação juntamente com o Ministério da Educação para a construção de uma sociedade mais consciente de sua responsabilidade social perante as doações de sangue. Só assim será possível aumentar o estoque dos hemocentros e a construção de uma sociedade  mais solidária e engajada.