Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 14/10/2018

A doação de sangue no Brasil ainda é um projeto que contém obstáculos para a sua realização. Contudo, esses impedimentos podem ser revertidos e como consequência pode-se chegar à porcentagem ideal de doadores de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil durante os últimos anos a doação de sangue tem sido um tema abordado com certa repetitividade. Isso se deve a alguns fatores como: segundo o censo etário de 2010, 11% da população é idosa. A justificativa para isso é o avanço da medicina, respectivamente resultando o aumento da faixa etária. Porém, o grupo acaba trazendo doenças consuntivas, essas que requerem em grande maioria a transfusão sanguínea. Ademais as doenças consuntivas não são exclusividade desse público. Além disso, muitos hemocentros tem a ausência de bolsas, podendo acarretar em mortes de pacientes. E outro problema, é o público que não pode doar, como por exemplo, os homossexuais.

Tendo em vista que no país temos 101 milhões de homens e esses podem doar de 2 em 2 meses, pelo fato da reposição do ferro ocorrer em 8 semanas, o sexo masculino seria uma ótima resposta para não faltar sangue nos hemocentros e cada vez mais salvar vidas. Entretanto, dentro desse grupo, 10,55 milhões deles são ou homossexuais ou bissexuais, acarretando o desperdício de 18,9 milhões de litros. Este preconceito, infelizmente vem de um contexto histórico, onde as pessoas ligavam algumas doenças sexualmente transmissíveis aos “gays”. Embora vivemos no século da informação, esse tabu ainda não foi descartado e para o Ministério da Saúde, pessoas pertencentes a este grupo devem ficar 12 meses sem relações sexuais mesmo com o uso da camisinha, caso queiram doar sangue. A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que o ideal é a população onde de 3% a 5 % sejam doadoras, o que não é uma realidade nossa, pois ainda estamos em 1,8%. E com este tabu presente, não iremos resolver o problema e como já dizia George Bernard: “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada.”.

Destarte, para quebramos esse tabu e aumentarmos o índice de doação de sangue no país, é interessante que escolas se juntem com hemocentros, onde caberia aos alunos a fazer pesquisas mostrando como a sexualidade não interfere em aspectos de saúde. Podendo ser mostrando em feiras cientificas e como consequência teria um número significativo de pessoas, e lá mesmo aconteceriam doações com a colaboratividade dos hemocentros e conseguiriam mais bolsas. Ademais, as publicidades poderiam aumentar em quesito de plataforma, como por exemplo os jogos digitais, onde involuntariamente as pessoas estariam jogando e recebendo informações. Com essas atividades chegariam mais pessoas com conhecimento informativo e se transformando em um doador.