Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

Permeada por estigmas, a doação de sangue no Brasil enfrenta sérias dificuldades para o seu pleno exercício. Na conjuntura social contemporânea, a herança cultural dessa prática é quase inexistente no país, estimulando preconceitos em torno dessa prática tão necessária para a sociedade. Ademais, persiste mitos em torno dessa ação solidária: a quem tema contrair doenças ao doar sangue, outros acreditam que esse ato engorda. Observa-se, portanto, que essas ideias dificultam a resolução desse grave problema coletivo.

Em primeiro plano, a herança cultural em torno da doação facilitaria uma visão mais cidadã no indivíduo, percorrendo gerações. Apesar de possuir diversas campanhas, essa ação ainda não se configura imersa na realidade das famílias no país. Segundo o sociólogo Durkheim, a sociedade possui um forte poder coercitivo sobre a consciência individual, logo, é válido analisar que o cidadão brasileiro é influenciado por um contexto desfavorável à doação de sangue. Em detrimento dessa visão, o acolhimento social dessa questão é inserido em segundo plano por muitos.

Deve-se salientar que os mitos e medos envolvendo a doação é muito grande no Brasil, principalmente por não haver informações da fácil aceso pra toda a população. Além disso, muitos preconceitos sofrido por minorias - como homossexuais - acaba afastando muitos dessa prática, pois os coloca como grupo de risco, mesmo usando preservativos em relações sexuais.

Face ao exposto, faz-se necessário o desenvolvimento de mecanismos capazes de erradicar esse problema. Dessa forma, o Ministério da Educação deve apresentar palestras nas escolas, ministradas por médicos e professores, que incentivem a doação de sangue entre os jovens e informem melhor sobre a doação desmentindo os mitos. Além disso, distribuir cartilhas sobre o tema para que estimulem os alunos a influenciar sua família, gerando assim uma rede de doação.