Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

A doação de sangue no Brasil perde cada ano mais doadores e interessados na boa causa e, em sua grande maioria, por mitos e preconceitos. A falácia sobre o risco de contrair doenças ao doar e a lei homofóbica que proíbem homens de doar sangue caso mantêm relações homossexuais com pessoas de mesmo sexo ajudam a diminuir o número de pessoas dispostas a ajudar o próximo.

A contínua repercussão das mentiras sobre a doação de sangue afeta o número de doadores, desde boatos como a perda de peso como sobre a obtenção de doenças. Muitas doenças podem ser contraídas por vias sanguíneas e uma das principais causas é o uso conjunto de agulhas infeccionas, o que não acontece em hospitais especializados. Agulhas não são e nunca serão reutilizadas como diz o regulamento da Anvisa, visando a saúde dos brasileiros.

Homens que mantêm relações heterossexuais sem o uso de preservativo podem participar da doação de sangue, porém homens que mantêm relações homossexuais não. Por que isso acontece? Segundo o Ministério da Saúde isso é uma medida preventiva contra o vírus HIV, contanto pesquisas atualizadas mostram que o HIV infecta mais o grupo dos heterossexuais, constituindo quase 70% dos casos.

Com a finalidade de destruir os obstáculos para a doação de sangue no Brasil campanhas governamentais do Ministério da Saúde devem continuar a tentar acabar com as mentiras que perseguem a doação sanguínea. Sobre as doações por homens homoafetivos cabe ao STF continuar o julgamento para tornar essa prática preconceituosa e discriminatória inconstitucional, fazendo assim o país dar um passo à frente ao avanço. A perpetuação do pensamento relacionado a um grupo de risco faz rodar o ciclo do preconceito e a ignorância de se estar seguro em uma relação desprotegida por não pertencer a esse grupo.