Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Na telenovela Carrossel, a mãe de Maria Joaquina precisa urgentemente receber sangue, pois está muito doente. Em razão disso, os pais de Cirilo doam sangue para ela, e conseguem assim, salvá-la. Já fora das telas, essa cena assemelha-se à luta cotidiana dos indivíduos que sofrem com a falta de doadores de sangue e buscam mitigar tal fato. Nesse contexto, evidencia-se um desafio para o Brasil, devido não só a ausência de informações adequadas, mas também a discriminação com os homossexuais.
Em primeira análise, vê-se que são muito raras as propagandas midiáticas em jornais, redes sociais, escolas e outros meios de propagação que desempenham funções nas quais visam o público-alvo. Concomitantemente, segundo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda, o que confirma a educação como fator importante na vida das pessoas. Entretanto, a falta de campanhas educativas no ambiente socioescolar, torna a comunidade alheia ao benefício da doação de sangue, o que corrobora em muitas dúvidas e preocupações a respeito e implica na falta de bolsas de sangue nos hemocentros.
Outrossim, desde a Segunda Guerra Mundial até o limiar do século XXI, os homossexuais são excluídos de participar da vida em sociedade. Em virtude disso, sofrem com diversas restrições e recomendações para contribuir com a doação de sangue, o qual contribui com a drástica diminuição de homens aptos a oferecer o líquido vermelho. Todavia, com exames médicos adequados e análise de sangue corretas, essa realidade poderia ser extinta. Ademais, o trabalhador brasileiro enfrenta diversos compromissos diários, como trabalho e estresse. Logo, são situações que podem influenciar no comportamento de ser um não doador.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse obstáculo. Cabe ao Ministério da Saúde junto dos postos de Saúde, criar um projeto com panfletos para ser desenvolvido e inserido nas escolas, o qual promova debates que contenham profissionais aptos a sanar as dúvidas e conscientizar a população, a fim de que consigam mais adeptos à doação de sangue e, por conseguinte, uma sociedade mais preocupada com o próximo. É mister que os hemocentros reduzam os obstáculos enfrentados pelos homossexuais, desde que realize diagnósticos apropriados, com o propósito de aumentar o estoque de sangue e salvar mais vidas. Além disso, pode ser inserido no calendário nacional, o dia D da doação de sangue, a ser realizado no mínimo uma vez ao ano no final de semana, com o intuito de estimular o trabalhador que não pode sair no horário de expediente. Dessa forma, o canarinho será um fiel doador de sangue e o Brasil distanciar-se-á da realidade adversa.