Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

Como afirma Immanuel Kant, segundo o qual ‘‘o ser humano é o que a educação faz dele’’ percebe-se que o conhecimento é primordial para a evolução do indivíduo. Partindo desse pressuposto e relacionando-o à doação de sangue no Brasil, nota-se que muitos são os obstáculos para que essa atitude solidária aconteça. Nessa perspectiva, cabe analisar quais são os pontos negativos que impedem essa ação coletiva.

A princípio, é patente que a falta de comunicação entre população e Governo é escassa e causa transtorno e consequências muitas vezes desagradáveis. Isto é, a falta de informação ajuda com que a doação de sangue não ganhe tanta representatividade, fazendo com que assim os indivíduos não saibam quão importante é fazê-la. Nesse contexto, a pessoa que não tem conhecimento acredita que pode contrair algum tipo de patologia ou ainda assim, não colaborar achando que não terá resultado imediato para alguém que precisa de forma urgente.

Além disso, ocorre a exiguidade de esclarecimento sobre os processos de doação, quem pode e como deve ser feita. De acordo com a  Organização Mundial de Saúde (OMS) os homossexuais são considerados constituintes do ‘‘grupo de risco’’. Embora 10,5 milhões de brasileiros são homo ou bissexuais, segundo dados do IBGE, todavia, é aceitável a doação de sangue de homossexuais que não tenham tido relações sexuais durante os 12 últimos meses, fazendo com que assim a orientação sexual não seja critério de seleção para os doadores.

Torna-se impreterível, portanto, a necessidade de conscientização social através dos meios midiáticos visando que a sociedade compreenda a  magnitude desse ato solidário. Ademais, o Governo deveria intervir na questão da rigidez quanto aos doadores homossexuais, fazendo com que seja permitida a doação dos indivíduos que não são portadores de doença e analisar a qualidade do sangue. Assim sendo, a doação ganharia representatividade e aumento de colaboradores, ajudando a todos que realmente precisam.