Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

Segundo Franz Kafka, a solidariedade é a melhor expressão de respeito à dignidade humana. Nesse sentido, a doação de sangue se faz imprescindível, já que por meio desse ato é possível salvar outras vidas. No entanto, a falta de conhecimento e de mobilização social, por exemplo, são imbróglios que permitem, em larga escala, a ausência de sangue a todos os indivíduos necessários.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que, embora o número de doações tenha crescido recentemente no Brasil, apenas 1,6% da população é doadora de sangue segundo o Ministério da Saúde, valor ainda muito baixo. Isso ocorre, principalmente, pela carência de divulgação de conhecimentos acerca não só da importância de ser um doador, mas também dos locais e dos pré-requisitos para realizar tal atitude. No que tange ao cenário, é notória a escassez de abordagens em escolas, universidades e ambientes de trabalho a respeito do tema, o que impede um aumento no total de doadores.

Outrossim, outro fator que dificulta a doação de sangue no Brasil é a quase inexistente mobilização social cotidiana, bem como de ações efetivas. Normalmente, os indivíduos deixam para se preocupar com a questão e enxergar sua relevância quando possuem conhecidos precisando de doações ou quando os próprios estão nessa situação, ou seja, o brasileiro não se comove com a situação até que seja ele o prejudicado. Desse modo, tal comportamento gerado pela exiguidade de empatia impede a salvação de milhares de pessoas diariamente.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas que combatam o impasse. Cabe ao Ministério da Educação, em ação conjunta com o Ministério da Saúde, promover uma série de palestras escolares e de campanhas nos meios midiáticos, que não apenas ressaltem a importância em ser um doador de sangue, mas que além disso, possam esclarecer dúvidas da sociedade e explicar em que ocasiões a doação pode ser realizada. Tudo isso com o objetivo de elevar a quantidade de voluntários, de incentivar os cidadãos a praticarem essa atividade e de, essencialmente, ajudar os pacientes que necessitam de transfusões de sangue diariamente no Brasil.