Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

Doação    transformadora                                                     O sangue é um tecido vivo de extrema importância para que haja o pleno funcionamento do organismo humano. Com isso, a transfusão sanguínea é um avanço que possibilita salvar muitas vidas. Porém, no Brasil, ainda enfrentamos alguns obstáculos que dificultam esse processo, como a falta de conhecimento, empatia e até mesmo o preconceito.

Antes dos anos de 1990, o homossexualismo era considerado doença. Hoje, a OMS nos afirma que não se trata de uma anomalia social, contudo, esses indivíduos ainda enfrentam muitos preconceitos , e a dificuldade na hora de doar sangue é um deles. De acordo com o IBGE, 10,5 milhões de homens do nosso país são homo ou bissexual, levando em consideração essa restrição existente, 18,9 milhões de litros de sangue são desperdiçados.                                                                                                    Concomitantemente a essa análise social, quando o renomado educador Paulo Freire afirma que a escola tem um papel de ferramenta social, e não de uma educação bancária, onde só haja depósito de informação, corrobora-se a necessidade de interromper esses processos. Permitindo assim, o compromisso com a cidadania, formando cidadãos comprometidos com o bem-estar do próximo.                                                   Medidas são necessárias para resolver o impasse. Torna-se importante que o Ministério da Saúde garanta a otimização do exame de sangue pós-coleta, para acabar com a seletividade de doadores. Nas escolas, é necessário que profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, ofereçam palestras, garantindo informações reais sobre a doação. Além disso, é necessário que as matérias de ética e cidadania sejam implantadas na grade curricular.