Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

A doação de sangue como forma de evolução do país.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) - prevê que todo ser humano tem o direito a uma vida com saúde. Em contrapartida, os entraves colocados à doação de sangue no país, por exemplo, representa uma das inúmeras situações em que a busca pela saúde, na teoria, é bem mais fácil que na prática. Dessa forma, o Governo deve verificar quais as burocracias realmente são necessárias e quais não são, de forma que as estatísticas de doação de sangue se elevem.

Em primeiro plano, é relevante mencionar que apesar do Brasil coletar grande  volume de sangue em termos absolutos, doa menos do que outros países da região, como Argentina ou Uruguai, segundo dados de pesquisa da ONU. Além disso, o número de doações atuais é de  menos de 2%, mas deveria aumentar aproximadamente 0,5% nos próximos cinco anos, para se aproximar da porcentagem de doações ideal.

De outra parte, especialistas apontam a falta de conscientização como um dos motivos para as doações não estarem em números ideais, pois o Brasil não se prepara para captar o doador desde criança e sem essa política, o doador não se fidelizará. Outro motivo seriam as proibições, como por exemplo a que impossibilita homossexuais de se solidarizarem à causa, exceto se estiverem a doze meses sem relações sexuais.

Urge, portanto, que o Governo se mobilize em prol do destrave no processo das doações sanguíneas. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde (MS) promova campanhas educativas nas escolas, com vídeos e palestras, desde as séries iniciais, de forma que as crianças e jovens sejam os futuros doadores,  fiéis e responsáveis. Além disso, o MS  deveria adotar o exemplo do Chile e Uruguai, que já permitem a doação de sangue por gays e ,dessa forma, eliminando medidas descriminatórias e provendo sangue a quem precisa. Dessa forma, o Brasil será solidário, uno e evoluído.