Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

Conforme o Ministério da Saúde apenas 1,8% da população brasileira doa sangue, o que é consideravelmente pouco, já que a ONU afirma que o recomendável seria entre 3% a 5%. Nesse contexto, deve-se se analisar como a herança-cultural e a falta de informação contribuem para esse cenário desprezível.

A priori, a falta da disseminação de informações sobre o processo de doação é um dos fatores responsáveis pelo pequeno número de doadores, dessa forma, ficou cercada de mitos, por exemplo, muitos acreditam que doando sangue uma vez sempre terão que doar ou então que irão se contagiar com alguma doença infecciosa, essas formas de pensar ficaram dispersas na sociedade, assim, esse quadro se explica pela teoria ‘‘Habitus’’ do sociólogo Pierre Bourdieu, em que as pessoas incorporam pensamentos e os reproduz ao longo do tempo.

Outro ponto importante ressaltar é o individualismo demasiado do ser humano, também um grande contribuinte pelo escasso índice de doadores no país, logo, tal fato comprova a teoria da ‘‘modernidade líquida’’ do filósofo Zygmunt Bauman, onde afirma que as relações estão cada vez mais fluídas e não há laços permanentes entre as pessoas, como consequência, há o aumento da ausência de solidariedade com o próximo.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se evidente que os obstáculos para doação de sangue no Brasil precisam ser mitigados. Para que isso ocorra, a mídia televisiva deve por meio de novelas e minisséries propagar informações acerca do procedimento de doação, a fim de desfazer todos as crenças que impedem as pessoas de realizar tal ação. Para mais, a escola com os professores devem organizar grupos de conversa com os alunos para debater  sobre a importância de ajudar o próximo, para que as crianças desde pequenas aprendam a ter empatia.