Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Ato de solidariedade
Apesar de ter sido realizada pela primeira vez no século XIX, foi no século XXI, durante o período da guerra mundial, que a transfusão de sangue marcou a história da medicina. Com a capacidade de salvar vidas, a doação de sangue se tornou muito importante em todo o mundo. No entanto, ainda existem obstáculos que impedem o êxito desse ato de solidariedade no Brasil.
Em primeiro lugar, para compreender o assunto é preciso analisar a questão da conscientização. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,8% da população é doadora de sangue, o que é muito pouco visto que o ideal para a OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 3% a 5%. Isso, entretanto, está associado a falta de informação da sociedade sobre a importância da doação, segurança transfusional, cuidados e especificações quanto a disponibilidade para doar. Dessa forma, com os poucos e ineficientes anúncios e falta de cooperação de empresas e redes sociais em se mobilizarem para a conscientização, os dados ainda serão de insuficiência.
Ademais, a conjuntura do papel educacional é de extrema relevância. Nelson Mandela, grande ativista em causas sociais, uma vez citou que a educação é uma arma para mudar o mundo. De fato, com o problema de informação, os atores educacionais são instrumentos para a transformação do cenário de doação de sangue. Conforme, Yêda Maia de Albuquerque, presidente do Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco), o Brasil não se prepara para captar o doador desde criança, assim o país sem ações não construirá doadores com responsabilidade social. Nesse sentido, sem políticas e programas dentro das escolas que eduquem e trabalhem na consciência e caráter desde a educação básica, a situação não será remediada.
Contudo, visto que existem empecilhos na doação de sangue, é preciso que o Governo Federal, por meio de selos empresariais em causas sociais que sejam reconhecidos nacionalmente, incentivem empresas privadas a trabalharem com políticas de conscientização sobre a importância da doação de sangue e informação necessária para todo o processo, de forma que atenda a todos os funcionários, por meio de atividades e palestras. Também, é necessário que o Ministério da Educação crie um projeto para ser implementado nas escolas desde o ensino básico ao fundamental que vise a geração de futuros cidadãos solidários, pois por meio de jogos interativos e palestras educacionais semestrais, planejada por psicólogos e pedagogos, o consciente da criança e do adolescente será desenvolvida para causas sociais, como a questão da doação de sangue. Assim, conscientizando e educando, a sociedade será mais solidária e a questão para a doação poderá ser sanada.