Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2018
O histórico de transfusões sanguíneas no Estado brasileiro,inicialmente, foi marcado pela comercialização do sangue.No entanto, a partir da Constituição de 1988, a prática remunerativa foi proibida, visto que as doações de sangue necessitavam de uma maior análise até chegar ao doador e,dessa forma, obstáculos começaram a emergir na sociedade.Atualmente, nota-se que esses impasses se proliferam,em especial, pela escassa divulgação midiática e em razão da individualidade social.
Nesse sentido,segundo o sociólogo Erving Goffman,as causas da estigmatização se relacionam com a criação de estereótipos negativos. Diante dessa análise,observa-se que a limitada midiatização sobre o tema contribui para o afastamento da população aos hemocentros,visto que a falta de informação gera,na sociedade civil,um sentimento incerto e preconceituoso sobre os processos da doação,como o risco de contrair doenças após a transfusão.Fatos como esse são recorrente,visto que as campanhas publicitárias são imprecisas e não divulgam a realidade sobre o assunto,tornando,assim o número de doadores de sangue cada vez menor.
Ademais,verifica-se que o individualismo,também,constitui-se um obstáculo para a realização das transfusões.Isso porque o Estado brasileiro não se envolveu,historicamente,em grandes conflitos militares,além de apresentar uma geomorfologia estável,ou seja,sem ocorrência de catástrofes naturais,consequentemente,a sociedade não desenvolveu a prática de doar sangue regularmente.Nesse contexto,a falta de empatia social se tornou um obstáculo para os hemocentros,visto que muitos brasileiros só doam sangue quando algum familiar ou amigo necessita.
Diante dos fatos supracitados,faz-se necessário que os meios midiáticos aprimores as campanhas publicitárias sobre as doações de sangue,por meio de uma divulgação intensa de informações,como quem pode e quem não pode doar sangue,os cuidados após realizar a ação,além de desmistificar os conteúdos que causam estranheza na população,a fim de diminuir os obstáculos e estereótipos sobre o tema.Paralelamente,as ONGs devem expandir os projetos voltados para esse assunto,mediante planejamentos estratégicos que visem diminuir o individualismo social,expondo a importância da doação,a quantidade de vidas que podem ser salvas,com a finalidade de ampliar as transfusões.