Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/09/2018

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Análogo ao poema de Carlos Drummond de Andrade, entende-se que a pedra representa os obstáculos para que o número de doadores de sangue no Brasil aumentem, atenuando assim o déficit de doadores no cotidiano da sociedade hodierna. Por conseguinte, a falta de clareza sobre os mitos da doação e a insuficiência de conscientização da população, são fatores que corroboram para a carência de sangue nos diversos hemocentros do país.

Ademais, segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Seguindo por essa linha de raciocínio, chegamos a conclusão que só por meio da educação, seremos capazes de desmistificar os mitos difundidos por pessoas leigas quando refere-se a doação de sangue, bem como em pensar que, o sangue “engrossa” ou “afina”, doar sangue vicia, entre outras. Contudo, estas afirmações são de fatos inverídicas, segundo publicidade da Fundação pró-sangue.

Outrossim, de acordo com o escritor Monteiro Lobato, “Um país se faz de homens e livros.” Correlativo a isso, temos a importância  da educação como forma de conscientização da população, com o intuito de desmistificar aos cidadãos a importância da doação, como o fato impressionante de que com apenas uma doação pode ajudar a salvar até quatro vidas, como bem mencionado pelo ministro da saúde em entrevista concedida em 2016 na TV NBR (TV Nacional do Brasil).

Em virtude dos fatos supramencionados, entende-se que o Estado deve atuar em duas vertentes. Na primeira, o Poder público, por intermédio do Ministério da Saúde , deve desenvolver campanhas midiáticas e ações regionais juntos ao NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) a serem divulgadas amplamente na mídia, essas ações tem por finalidade mitigar os mitos sobre a doação de sangue. Na segunda, o Governo Federal por meio de uma parceria entre ps Ministérios da Educação e da Saúde tem, por sua vez que, desenvolver oficinas lúdicas, cartilhas auto-explicativas e realizar palestras nas respectivas comunidades, a fim de formar nos futuros e atuais cidadãos, uma consciência voltada a importância da doação de sangue na sociedade contemporânea.