Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 04/09/2018
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse corpo seja igualitário e coeso, é necessário analisar as bases deficitárias que impedem o progresso da doação de sangue no Brasil e seus desdobramentos refletidos na sociedade.
A princípio, a falta de estrutura dos hemocentros existentes somados a falta de construções de novas filiais transfusionais prejudicam o processo de doação. Nesse sentido, o comprometimento físico dos hemocentros danificam grande parte do sistema de banco de sangue, ocorrendo grande perda do material. Nessa perspectiva, diversos hemocentros são fechados ou dependem das capitais que possuem a estrutura e equipamentos necessários. Além disso, a ausência de agências transfusionais em hospitais afastados dos centros urbano para gerenciar as doações, são praticamente inexistentes.
Em detrimento dessa questão, o reflexo na sociedade de apatia frente às doações é marcante no país. Á vista disso, a problemática estrutural afeta o incentivo das doações, haja vista que a falta de recursos para a ação distanciam os doadores. Desse modo, impedindo a permanência da doação como ato social e contínuo.
Destarte, a sociedade brasileira omo corpo biológico está sendo afetada pelas barreiras da doação de sangue no país. Portanto, para combater esse quadro é imprescindível uma parceria entre o público-privado a fim de promover o investimento necessário na restauração dos hemocentros, como também promover os recursos e máquinas necessárias para o processo acontecer. Ademais, o poder público deve investir em novas agências transfusionais em regiões mais afastadas dos centros urbanos, a fim de garantir a doação eficaz e o incentivo à doação. Desse modo, a sociedade brasileira estará interagindo melhor entre si como um corpo biológico igualitário e coeso.