Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Em 2017, os produtores de Jogos Mortais organizaram a “Halloween Blood Drive” para incentivar a doação de sangue, que estava em baixa nos EUA, em troca de ingressos para o filme. De mesmo modo, no Brasil, a doação de sangue encontra diversas barreiras, seja o medo e a falta de conhecimento do povo, seja pelo preconceito à população homossexual.

Em uma primeira análise, vê-se que a sociedade brasileira possuí aversão e ausência de instrução relativo a transfusão de glóbulos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), dos brasileiros que nunca doaram sangue, 18% deles dizem ter receio e 8% declara carência de informação. Logo, uma vez que falta conhecimento sobre o problema, fica claro que apesar da publicidade frente à doação, esse fator deve ser analisado para que haja ações instruindo a população.

Em uma segunda análise, cabe destacar que o prejulgamento diante da prática sexual do público gay é um dos motivos da problemática. A doação de sangue começou a ser estudado no século XVII, mas só foi possível utiliza-lá amplamente durante a 2ª Guerra Mundial. De lá pra cá, foram feitos avanços no método de armazenamento e utilização do sangue. Cabe notar, também, que a Doença Sexualmente Transmissível AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), começou  a se alastrar no século XX e a minoria que mais se prejudicou foram os homossexuais, nos quais eram proibidos de doar sangue. Da mesma forma, atualmente, no Brasil se desperdiça cerca de 18 milhões de litros de sangue ao ano por preconceito (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE). Consequentemente, uma vez que esse desaproveitamento poderia ser usado para ajudar outros indivíduos, fica evidente que a intolerância com essa menoridade é uma das causas do problema.

Portanto, medidas se mostram necessárias para resolver o impasse. Deverá o Governo, em parceria com os Ministérios da Educação e o da Saúde, promover projetos educacionais a respeito da importância de se doar sangue e orientando a população em como decorrer à isso, independente do gênero e da orientação sexual, nas escolas de Ensino Médio, através de uma ampla divulgação nos principais meios de comunicação como a Rede Globo, RecordTV e a Radio Nacional, que inclua propagandas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências de cada ambiente escolar e a erradicação da pouca doação de sangue no país. Por conseguinte, uma ação iniciada no presente é capaz de mudar a qualidade de vida da população brasileira.