Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/10/2018

O uso do sangue para a cura de enfermidades é histórico. Entretanto, os grupos sanguíneos foram descobertos somente no século XX e em seguida transformou a doação de sangue em um meio eficaz de salvar vidas. No que diz respeito a esta no Brasil hodierno, somente 1,6% da população doa sangue segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS). Seja por fatos sociais ou culturais, constata-se que a doação de sangue pela população tupiniquim possui obstáculos para ascender-se que devem ser combatidos.

Nesse contexto, observa-se a falta de conscientização como um empecilho visto que cerca de 41% dos doadores não são voluntários, conforme dados da Organização das Nações Unidas(ONU). Sendo assim, a carência de campanhas de incentivo a doação desde os primeiros anos de vida e à inexistência de discussões nas escolas perpetuam a incompreensão da oferta de sangue como um ato de solidariedade contínuo e extremamente importante. Além disso, o fato do Brasil não ter passado por grandes guerras fazem a demanda de doadores não ser tão alta como Estados Unidos e Japão, estes que seus habitantes presenciaram a importância do sangue no salvamento de soldados e civis.

Segundo o filósofo francês John Locke o ser humano é como uma folha em branco a ser preenchida com experiências e informações. Diante do exposto, cabe uma reflexão sobre os mitos e tabus que cercam a contribuição de sangue no Brasil na qual o contingente demográfico preenche-se. Portanto, além da necessidade de disseminação de informações corretas, a proibição da doação por parte dos homossexuais configura-se outro obstáculo pois estes são considerados grupos de risco devido ao preconceito e ao fato do HIV ter sido considerado o câncer gay por muito tempo. Com efeito, são desperdiçados milhões de litros e a estagnação no número de doadores ativos.

Por fim, medidas precisam ser colocadas em prática para o brasileiro doar mais sangue. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação implementar nas escolas palestras semestrais com a presença de médicos, destinadas aos alunos a fim de incentivarem a doação de sangue, trazendo a importância desta como um ato contínuo de amor e empatia ao próximo. Ademais, é papel do Ministério da Saúde criar campanhas midiáticas com o objetivo de desmitificar a contribuição do sangue e além disso, liberar a doação por parte dos homossexuais, com um controle mais rigoroso do sangue pelo fato de ser considerado grupo de risco, na perspectiva de aumentar as doações e assim, o Brasil conhecerá o valor de doar seu sangue, um ato simples que pode salvar muitas vidas.