Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/10/2018

A doação de sangue é importante em qualquer nação, pois há diversas enfermidades que fazem com que o doente precise de sangue alheio. No entanto, o Brasil apresenta obstáculos nesse processo, tal como o individualismo das pessoas e o preconceito envolvido nele.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o individualismo dos cidadãos faz com que eles não doem - ou doem poucas vezes - sangue. Em 2014, somente 1,8% da população cedeu sangue, o que é insuficiente, visto que a recomendação da ONU é de que 3 a 5% seja doadora. Percebe-se, portanto, que a doação de sangue não é prioridade para a maioria dos brasileiros.

Além do individualismo, outro fator que dificulta a doação de sangue é o preconceito. Existem, segundo o IBGE,  101 milhões de homens no Brasil, dos quais aproximadamente 10% são homo ou bissexuais, e essa parcela na prática não pode doar sangue, pois entre as regras da doação, existe a que exige que o homo ou bissexual tenha abstinência sexual de 12 meses para poder doar. Além disso, o indivíduo que fez ou faz uso de drogas ilícitas também é impedido de doar sangue. No entanto, essa é uma visão preconceituosa e ideológica, já que por exemplo, não há nenhuma relação entre o usuário de maconha e a má qualidade de seu sangue. Há inclusive países onde a maconha é liberada, dos quais uns a liberam apenas para fins medicinais e outros a liberam até mesmo para fins recreativos.

Logo, a falta de pensamento coletivo e os preconceitos envolvidos no assunto fazem com que a doação de sangue no Brasil encontre diversos entraves. O Ministério da Saúde deveria, em conjunto com a mídia, criar propagandas televisivas e postagens no Facebook que divulgassem cada vez mais as informações acerca do quão importante é a doação de sangue, a fim de que a população passasse a ter um pensamento mais coletivo nesse tema. Além disso, o Congresso Nacional deveria criar uma lei que obrigasse a revisão dessas regras preconceituosas que envolvem a doação de sangue no país, para que mais pessoas pudessem doar.