Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/10/2018
Desde a Antiguidade até o século XIX, um dos métodos mais utilizados na Medicina foi a sangria com sanguessugas. Ele era feito, pois se acreditava que o sangue estava impuro ou em desequilíbrio causando assim doenças. Nessa época muita gente morria e passaram a ter um certo receio do método conforme a medicina avançava. Atualmente, essa é uma prática em desuso, porém, a importância do sangue é indiscutível. Apesar de ser algo extremamente importante, sua doação ainda é muito pequena.
Cabe ressaltar que, a legislação brasileira não proíbe a doação de sangue por parte dos homossexuais, mas na prática o seu sangue é descartado em uma entrevista antes da doação. A entrevista elimina, por exemplo, qualquer homem que tenha relações com outro, mesmo tendo usado preservativo. Conquanto, essa é uma atitude discriminatória, afinal um casal heterossexual não recebe o mesmo tratamento. Esse fato mostra uma falta de treinamento e informação adequados por parte das equipes médicas.
Além disso, os aparelhos utilizados para detectar possíveis doenças, só conseguem encontrá-las com uma janela imunológica de noventa dias. Esse fato faz com que a entrevista faça esse descarte de doadores em potencial, o que significa negar cerca de 18,9 milhões de litros de sangue por ano. Essa deficiência poderia ser diminuída caso fosse utilizados equipamentos mais caros que garantem uma segurança maior para quem recebe o sangue.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em primeiro lugar, o Governo Federal deve exigir que os Governos Municipais e Estaduais façam um novo treinamento para os médicos do SUS e de hospitais particulares, redefinindo os padrões de risco como por exemplo o uso de preservativo ao invés limitar à opção sexual da pessoa. Por fim o Governo Federal deve investir em um aparelho mais moderno que se limite à uma janela imunológica menor e assim distribuí-la por todos os Estados e Municípios.