Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 09/10/2018
Dentre os filmes de maior franquia, está a saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, que possui um viés romântico entre vampiros e seres humanos. Nessa dramaturgia cenográfica, encontram-se seres mitológicos que se popularizaram pela necessidade vital de se alimentarem através do sangue de outras pessoas: os vampiros. Fora do contexto cinematográfico, no Brasil hodierno, também existem pessoas que necessitam do sangue para a sobrevivência, entretanto a escassez de doações faz com que essas pessoas enfrentem obstáculos nessa luta pela sobrevivência.
A princípio, é possível destacar a falta de conscientização da população brasileira. Segundo o doutor Yêda Maia “O Brasil não se prepara para captar o doador desde criança”, isso é, no Brasil ainda apresenta muitas doações de reposição, ou seja, imediatas ou feitas por parentes em casos de as vítimas serem seus familiares, e poucas doações voluntárias, que são as doações frequentes e não importante quem receba.
Outrossim, destaca-se também o preconceito com os HSH, ou seja, homens que mantiveram relações sexuais com outros homens durante os doze meses anteriores à doação. Essa ideologia é defendida, sem nenhuma base biológica, pela Anvisa, o que resulta em um total preconceito com essa pequena parcela da população. Essa população é uma pequena parcela, 10 milhões de pessoas, se os dados analisados forem do senso do IBGE, contudo, levando em consideração que cada um desses milhões pode doar quatro vezes em um ano, e que cada homem pode doar, aproximadamente, 10 miligramas por quilo, e que é necessário ter acima de 50 quilogramas para doar sangue, chegar-se-á em um não aproveitamento aproximado, em potencial, de 20 milhões de litros de sangue por ano. Com o uso desses milhões de litros, o Brasil conseguiria sair dos seus 1,7% de doadores e entrar no percentual ideal de doares, segundo a OMS, que está entorno de 3 e 5%.
Dessarte, portanto, são imprescindíveis medidas para erradicar o entrave. A priori, é necessário que haja uma maior comunicação entre médicos hematólogos e o público infanto-juvenil. Uma alternativa é utilizar de propagandas nos meios de comunicação que esse público alvo, majoritariamente, consome, isso é, o Youtube. Propagandas tais, financiadas pelo Governo Federal, utilizando dinheiro da educação, tendo em vista que o entrave é de cunho educacional e social; Cabe ao Poder Executivo,em outras palavras, o Presidente da República, promover uma emenda constitucional a ser votada na câmera dos deputados a fim de revogar a cláusula que proíbe os HSM’s de doarem sangue . Apoio popular será fundamental e primordial para tais propostas, visto que, ao longo de toda história a participação popular se tornou um marco na luta por direitos de distintas sociedades.